«O resultado não traduz o que se passou…» – Rui Quinta

«O resultado não traduz o que se passou…» – Rui Quinta

Na análise à terceira derrota caseira da época, o treinador Rui Quinta considerou que a diferença esteve precisamente na eficácia de uma e outra equipa.

«Foi um jogo de grande equilíbrio, não muito bem jogado. Na primeira parte, fomos capazes de criar duas ocasiões para marcar e não fomos capazes de o fazer. Na segunda parte, voltámos a ter uma oportunidade muito flagrante para o fazer e a Académica teve esse mérito, ou seja, na única oportunidade que criou, conseguiu finalizar», referiu.

«Penso que o resultado não traduz o que se passou porque foi um jogo de equilíbrio. Fomos penalizados por alguma ineficácia mas também por algum mérito do adversário que soube aproveitar a única oportunidade criada na segunda parte», continuou.

Depois de sofrer o golo solitário, a um quarto de hora do término do encontro, Rui Quinta apostou tudo no ataque (a equipa terminou o jogo com 4 unidades ofensivas), mas isso não se traduziu no desfecho desejado.

«Nesta última fase do jogo descaracterizámos um pouco. A ideia era poder flanquear o jogo de modo a servir os nossos avançados. Se o último lance merecesse outra análise (falta sobre Felipe Augusto) podíamos ter dado outro desfecho ao jogo», considerou.

Questionado sobre a insatisfação dos associados perante este resultado, Rui Quinta direccionou o discurso para o grupo, acreditando ser possível reagir da melhor forma em Penafiel, no próximo sábado.

«É a vida dos treinadores. É evidente que, com um resultado destes em casa, não vamos estar à espera que nos aplaudam. As pessoas estão apreensivas. Compete-nos entender isso e intervir junto dos jogadores para que não se deixem perturbar, de modo que no próximo jogo consigamos inverter este resultado e sejamos capazes de ser mais competentes no aproveitamento das oportunidades que criamos», salientou.

Pela primeira vez esta época na chamada zona de despromoção, o treinador do FC Vizela não deu relevo à classificação, quando ainda faltam 12 jornadas, e continua a acreditar que, no final, a manutenção será assegurada.

«Demos um passo que não era aquele que desejávamos, mas a caminhada ainda não acabou. Percorremos um trajecto sinuoso, difícil, mas vamos chegar vivos ao fim», garantiu Rui Quinta.

«Se passarmos a vida a olhar para a tabela não a vamos conseguir mudar. A única hipótese que temos é render, é trabalhar no sentido de sermos mais competentes porque isso é que nos permitirá conquistar pontos», concluiu o técnico.